A
PROPOSTA BILÍNGUE DE EDUCAÇÃO DO SURDO
Durante
anos a história da educação no Brasil e no mundo vem passando por constantes
transformações em seus métodos, modelos e estratégias, tendo como foco melhorar
o nível de aprendizagem do aluno.
Esta
busca de melhoras e evolução educacional inseriu as pessoas que apresentam
algum tipo de limitação, seja ela, motora, visual, auditiva... dando à estas
pessoas o direito à educação côo rege a lei.
Em
se tratando de alunos surdos, sabemos que surdez ainda em termos educacionais
está em processo de desenvolvimento, ou seja, algumas escolas encontram-se
caminhando lentamente para essa nova realidade que se torna nos últimos anos
real nas escolas de ensino regular/ convencional.
Historicamente
o indivíduo surdo ou a surdez era vista como uma doença que tinha cura, que
assim como outras doenças precisava apenas encontrar o remédio certo para a
cura. Dessa forma estava sempre desenvolvendo métodos educativos que
possibilitasse ao aluno surdo, a fala. Discussões surgiram em vários momentos
da aprendizagem do aluno surdo, havia os defensores do oralismo , como os
defensores do gestualismo. A linguagem
dos surdos sempre foi ponto primordial em grandes congressos e encontros que se
realizavam para discutir a educação do indivíduo surdo.
No
congresso Mundial de Surdos em Milão que aconteceu em 1980, ficou proibido a
linguagem de sinais, daí por diante a educação dos surdos ocorreria através do
oralismo. Esta foi uma das decisões radicais entre tantas sobre a educação dos
surdos, prevalecendo por quase cem anos.
Diante
da Imposição oralista, foi se buscando argumentos que mostrasse que o oralismo
não trouxe durante tantos anos de uso resultados satisfatórios para a educação
dos surdos. Assim , contava-se que a comunicação gestual nunca desaparece-se
por completo da comunidade surda, dessa forma surgia uma nova história na
educação dos surdos.
A
linguagem de sinais reapareceu com força e grandes defensores, como Danielle
Bouvet em Paris que através de suas pesquisas introduziu o Bilinguismo na
educação dos surdos. Houve todo um desenvolvimento histórico dentro da educação
bilíngüe até chegar a desenvolvê-la no mundo surdo. A grande discussão na época
era: educação dos surdos com base no oralismo e no gestualismo, como fazer? Com
essa indagação é que ao longo da história o indivíduo surdo foi vendo que o
sistema educacional estava levando a educação surda para congressos, encontros,
escolas, enfim, estavam visualizando o surdo como pessoa e que precisava
encontrar seu caminho escolar e educacional.
Sabemos
que a língua de sinais não é uma língua universal, cada país tem a sua, mas o
que importa é o desenvolvimento de cada surdo. Quando a criança surda é
acompanhada desde seus primeiros momentos de desenvolvimento da linguagem e da
fala, com certeza irá ter um melhor e maior aprendizado em sua vida escolar.
A
criança desde cedo deve ter contato com outras crianças surdas e ouvintes para
se relacionar socialmente, lembrando que a criança surda tem que esta
aprendendo sua primeira língua, no caso de uma criança brasileira a Libras(
Língua Brasileira de Sinais), ressaltando que a participação de adultos surdos
é fundamental no desenvolvimento da criança surda.
O
indivíduo surdo tem como língua natural a gestual tendo como pressuposto que
todo seu conhecimento á através do canal visuo-espacial.(KozLowski, 1995).
O
bilinguismo é necessário, porém devemos buscar e encontrar enquanto Brasil, o
modelo brasileiro bilíngüe, de acordo com nossa realidade e vivência.