domingo, 13 de abril de 2014

A Proposta Bilingue de Educação do Surdo

A PROPOSTA BILÍNGUE DE EDUCAÇÃO DO SURDO

Durante anos a história da educação no Brasil e no mundo vem passando por constantes transformações em seus métodos, modelos e estratégias, tendo como foco melhorar o nível de aprendizagem do aluno.
Esta busca de melhoras e evolução educacional inseriu as pessoas que apresentam algum tipo de limitação, seja ela, motora, visual, auditiva... dando à estas pessoas o direito à educação côo rege a lei.
Em se tratando de alunos surdos, sabemos que surdez ainda em termos educacionais está em processo de desenvolvimento, ou seja, algumas escolas encontram-se caminhando lentamente para essa nova realidade que se torna nos últimos anos real nas escolas de ensino regular/ convencional.
Historicamente o indivíduo surdo ou a surdez era vista como uma doença que tinha cura, que assim como outras doenças precisava apenas encontrar o remédio certo para a cura. Dessa forma estava sempre desenvolvendo métodos educativos que possibilitasse ao aluno surdo, a fala. Discussões surgiram em vários momentos da aprendizagem do aluno surdo, havia os defensores do oralismo , como os defensores do gestualismo.  A linguagem dos surdos sempre foi ponto primordial em grandes congressos e encontros que se realizavam para discutir a educação do indivíduo surdo.
No congresso Mundial de Surdos em Milão que aconteceu em 1980, ficou proibido a linguagem de sinais, daí por diante a educação dos surdos ocorreria através do oralismo. Esta foi uma das decisões radicais entre tantas sobre a educação dos surdos, prevalecendo por quase cem anos.
Diante da Imposição oralista, foi se buscando argumentos que mostrasse que o oralismo não trouxe durante tantos anos de uso resultados satisfatórios para a educação dos surdos. Assim , contava-se que a comunicação gestual nunca desaparece-se por completo da comunidade surda, dessa forma surgia uma nova história na educação dos surdos.
A linguagem de sinais reapareceu com força e grandes defensores, como Danielle Bouvet em Paris que através de suas pesquisas introduziu o Bilinguismo na educação dos surdos. Houve todo um desenvolvimento histórico dentro da educação bilíngüe até chegar a desenvolvê-la no mundo surdo. A grande discussão na época era: educação dos surdos com base no oralismo e no gestualismo, como fazer? Com essa indagação é que ao longo da história o indivíduo surdo foi vendo que o sistema educacional estava levando a educação surda para congressos, encontros, escolas, enfim, estavam visualizando o surdo como pessoa e que precisava encontrar seu caminho escolar e educacional.
Sabemos que a língua de sinais não é uma língua universal, cada país tem a sua, mas o que importa é o desenvolvimento de cada surdo. Quando a criança surda é acompanhada desde seus primeiros momentos de desenvolvimento da linguagem e da fala, com certeza irá ter um melhor e maior aprendizado em sua vida escolar.
A criança desde cedo deve ter contato com outras crianças surdas e ouvintes para se relacionar socialmente, lembrando que a criança surda tem que esta aprendendo sua primeira língua, no caso de uma criança brasileira a Libras( Língua Brasileira de Sinais), ressaltando que a participação de adultos surdos é fundamental no desenvolvimento da criança surda.
O indivíduo surdo tem como língua natural a gestual tendo como pressuposto que todo seu conhecimento á através do canal visuo-espacial.(KozLowski, 1995).
O bilinguismo é necessário, porém devemos buscar e encontrar enquanto Brasil, o modelo brasileiro bilíngüe, de acordo com nossa realidade e vivência.